Romanos 9:22-23 – “E que direis, se Deus, querendo mostrar a sua ira e dar a conhecer o seu poder, suportou com muita paciência os vasos da ira, preparados para a perdição; para que também desse a conhecer as riquezas da sua glória nos vasos de misericórdia, que para glória já dantes preparou…”.
Muitas vezes nos perguntamos: “Por que Deus permite que os ímpios prosperem? Por que não elimina o mal de imediato?”
A Bíblia nos mostra que a existência dos ímpios não é um erro do plano divino, mas parte da revelação do caráter de Deus, da sua justiça e da sua misericórdia.
Deus usa até mesmo os que se rebelam contra Ele para que seu nome seja glorificado.
Os ímpios revelam a justiça de Deus. Salmos 37:20 nos diz “Mas os ímpios perecerão…”. Os ímpios são a prova de que Deus é justo. Se não houvesse condenação ao mal, não haveria demonstração da santidade e da justiça divina.
A sentença contra os ímpios mostra que ninguém pode zombar de Deus impunemente.
Os ímpios servem de contraste para a graça. Provérbios 16:4 diz “O Senhor fez todas as coisas para atender aos seus próprios desígnios, até o ímpio para o dia do mal.”
Se não houvesse trevas, não conheceríamos o valor da luz; se não houvesse pecado, não perceberíamos a grandeza da graça.
Os ímpios, ao recusarem a salvação, tornam ainda mais preciosa a realidade de que fomos alcançados pela misericórdia de Deus.
Os ímpios são instrumentos de prova para os justos. Em Salmos 17:13-14 Davi chama os ímpios de “espada de Deus”.
Muitas vezes, Deus permite que o ímpio se levante contra nós para nos amadurecer espiritualmente.
Sem adversidade, não haveria crescimento; sem oposição, não haveria perseverança.
Os ímpios confirmam o plano de Deus na história. Êxodo 9:16 informa que Deus levantou Faraó para mostrar seu poder.
Até mesmo os que resistem a Deus, no final, servem aos seus propósitos eternos.
O juízo sobre os ímpios glorifica a Deus tanto quanto a salvação dos justos.
A existência dos ímpios não é acidente, mas parte do plano de Deus. Eles revelam a justiça divina. Eles ressaltam a graça concedida aos salvos. Eles servem como instrumentos de prova para os santos. Eles cumprem o propósito soberano de Deus na história.
O crente não deve se escandalizar com a presença dos ímpios, mas confiar que tudo coopera para o bem daqueles que amam a Deus (Romanos 8:28). Em vez de invejar a aparente prosperidade dos ímpios, devemos nos firmar na eternidade: “Os ímpios são como a palha que o vento dispersa” (Salmos 1:4). Nossa missão é ser pescadores de almas, resgatando ímpios pela pregação do Evangelho, antes que a ira de Deus se cumpra sobre eles. [Ref. Rm 9:22-23]